Constituída sobre a história primária da civilização paranaense, dotada de uma arquitetura peculiar, Paranaguá transpira histórias e lendas contadas em cada rua, monumento e casario.

Destaca-se ainda o Porto D. Pedro II, motor do desenvolvimento da região e do Paraná.

 
 

Igreja de Nossa Senhora do Rocio
O templo de N. Sra. do Rocio é o Santuário da padroeira do Paraná. A devoção remota à segunda metade do Séc. XVII. Reza a tradição que a imagem miraculosa da Virgem do Rocio foi encontrada nas malhas da rede de pescar de pai Berê, humilde pescador que vivia à margem costeira da Baía de Paranaguá, no local chamado Rocio. Pai Berê e outros pescadores instituíram o culto à Santa do Rocio, ali se reunindo para rezar o terço, especialmente no mês de novembro. A referência mais antiga à Santa do Rocio, data de 1686, quando uma epidemia de cólera, chamada “Peste Grande” assolou o litoral, vitimando famílias interias.

A população recorreu à Santa, os apelos foram atendidos e a peste foi debelada quase que por encanto. Em 1813 foi construída a Capela de Nossa Senhora do Rocio. Decreto da Sagrada congregação para o culto Divino do Vaticano declara, em nome de Paulo VI, Nossa Senhora do Rocio padroeira do Paraná, em 1977. A igreja já foi reformada várias vezes e a sua tradição se estende por todo o Paraná como um santuário de perigrinação católica. A festa de N. Sra. do Rocio acontece na primeira quinzena de novembro de todos os anos. Localiza-se na Praça da Fé no bairro do Rocio.
Tel. (41) 3423-2020


Igreja de São Benedito
Foi a primeira igreja construída no sul do Brasil por escravos negros devotos de São Benedito, acredita-se que por volta de 1600 a 1650. Padroeira da Irmandade de São Benedito, santo negro que os escravos chamavam de o “Glorioso São Benedito”. Construída para a encomendação dos corpos dos negros mortos, para missas, casamentos e também batizados dos cativos, que não podiam freqüentar a igreja dos brancos. Até hoje é preservada, porém já foi reformada várias vezes.

A festa em homenagem a São Benedito ocorre sempre entre final de dezembro e início de janeiro. Alguns historiadores sustentam que a igreja foi construída, na verdade, em 1784. De qualquer forma é construção histórica, memorável na colonização do sul do Brasil. Trata-se de uma das melhores e mais autênticas edificações do estilo colonial brasileiro em solo paranaense. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1962 e pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1967. Possui em seu interior, magnífico acervo sacro que também foram tombados. Localiza-se na Rua Conselheiro Sinimbú no Centro Histórico.
Tel. (41) 3423-2205


Igreja de Nossa Senhora do Rosário
É o mais antigo templo construído ao sul da capitania de São Vicente, em homenagem à N. Sra. do Rosário de Paranaguá e data de 1578, ano em que ficou pronta a construção. Foi o marco central do povoado e da vila de Paranaguá que começou a crescer ao redor da igreja, ao lado da qual ficava o antigo cemitério da vila, obra dos pioneiros Jesuítas e dos colonizadores portugueses.

Acredita-se que teve sua construção autorizada pelo próprio Pero Lopez para fundar um marco colonizador fora da Capitania de São Vicente e Iguape. Em estilo colonial português, foi construída por escravos e libertos, devotos ao culto de N. Sra. do Santíssimo Rosário, padroeira perpétua da confraria do mesmo nome e do município de Paranaguá. O templo é uma das edificações mais antigas do Paraná e um referencial da confirmação da posse portuguesa no território paranaense. É a Catedral Diocesana, tendo sido tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1967. Localiza-se no Largo Monsenhor Celso no Centro Histórico.
Tel. (41) 3423-2293


Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas – Teatro da Ordem
Foi o templo católico da aristocracia imperial parnanguara. Construída em meados do Séc. XVIII, pela Ordem Terceira de São Francisco, era igreja da elite parnanguara, e possuía, em átrio contíguo, um cemitério de crianças e sacerdotes. O templo sofreu obras de conservação durante o século XIX, a Ordem deixou de mantê-la, um incêndio que destruiu seu interior e a Prefeitura Municipal assumiu sua manutenção.

A torre, à esquerda da fachada, é construção posterior, datada em 1841. Sua arquitetura é barroca, toda em pedra e em obras de cantaria, simples nas suas linhas e sem ricas decorações. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1962 e pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1967. Localiza-se na Rua XV de Novembro no Centro Histórico.
Tel. (41) 3422-5224


Palácio Visconde de Nácar
Mais que pela opulência e luxo original, o palacete é um referencial da história do Paraná e do Visconde de Nácar como um de seus expoentes. Foi o mais imponente e luxuoso prédio residencial da Província do Paraná, mandado construir pelo Comendador Manoel Antônio Guimarães, mais tarde Barão Visconde de Nácar. Data de 1840 e destinava-se a ser a sede do Governo da Província do Paraná, pois o Comendador Manoel entendia-se com direitos a ser o primeiro governador da Província, o seu Presidente e Paranaguá sua capital.

Todavia, tanto o Comendador, seu palácio e a cidade de Paranaguá foram preteridos por Curitiba que foi escolhida para ser a Capital da Província do Paraná desde 26 de julho de 1854, embora Curitiba fosse muito menos significativa do que Paranaguá da época. Ficou para sempre marcado como símbolo de uma época de aristocracia e nobreza local. abrigou a sede da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Paranaguá.

Possui características arquitetônicas neoclássicas. Em seu Interior nos fundos, onde os escravos eram aprisionados, existe até hoje vestígio de uma antiga senzala. Abrigou a sede da Prefeitura e da Câmara Municipal de Paranaguá, atualmente é sede da Secretaria Municipal de Cidadania e do PROCON. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1966. Localiza-se na Rua Visconde de Nácar no Centro Histórico.
Tel. (41) 3420-6006


Palácio São José (Prefeitura Municipal)
Antigo colégio dirigido por irmãs de caridade, instalou-se em Paranaguá no ano de 1903. Em 1978, o prédio foi adquirido pela Municipalidade e passou a ser sede da Prefeitura Municipal, com sua inauguração no dia do aniversário da cidade, 29 de julho de 1980. Localiza-se na Rua Júlia da Costa – Centro Histórico.
Tel. (41) 3420-2716


Palácio Mathias Böhn
Palacete Barbosa, com ércio forte situado na Rua da Praia. Foi construído no final do século XVIII. Teve sua fachada reformada no estilo historicista no final do século XIX, para se tornar Palácio Mathias Böhn, rico comerciante alemão que se estabeleceu em Paranaguá. Foi ocupada pela antiga Agência de Rendas e pelo Instituto Ambiental do Paraná e atualmente abriga a Estação Náutica. Localiza-se na Rua Gal. Carneiro, 258 no Centro Histórico.
Tel. (41) 3425-4542


Alfândega de Paranaguá
Apesar dos protestos dos comerciantes de Paranaguá, a pedra fundamental do edifício da nova Alfândega foi lançada em 1903, na zona do Porto D. Pedro II. O engenheiro responsável foi o arquiteto Dr. Rudolf Lange e o engenheiro construtor o Dr. João Carlos Gutierrez. Tratava-se de um prédio de arquitetura do fim do século XIX e início do século XX, ou seja, arquitetura eclética, predominantemente do estilo Romano-Renascentista.

A 10 de abril de 1910 instalou-se a Alfândega de Paranaguá provisoriamente, ocorrendo o ato oficial só a 28 de outubro de 1911. Por muitos anos o edifício continuou a ser utilizado pela Fazenda Nacional, sendo também Agência da Receita Federal em Paranaguá até 1975, quando foi autorizado a mudar de local devido o precário estado de conservação do edifício da antiga Alfândega. Foi sede da Casa do Homem do Mar e da Sociedade da Marinha do Paraná – SOAMAR. Atualmente retornou as suas funções aduaneiras. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1999. Localiza-se no final da Av. Cel. José Lobo.


Casa Cecy
Marco da colonização árabe em Paranaguá foi construída por Musse Cecy e Esse Mattar Cecy para servir de moradia e de comércio. Ali foi instalada a “Padaria Cecy”, que funcionou até o início da década de 60. Adquirida e restaurada pelo poder público, abriga a Fundação Municipal de Cultura “Nelson de Freitas Barbosa”. Localiza-se na Rua XV de Novembro, 499 no Centro Histórico.
Tel. (41) 3420-2936


Casa da Cultura Monsenhor Celso e Sobrado da Matriz - Casa Brasílio Itiberê
A família “Itiberê” da Cunha, acredita-se tenha edificado as duas casas em épocas diferentes em meados do Séc. XVIII. O patriarca João Manuel da Cunha encantou-se tanto por Paranaguá, que acrescentou “Itiberê” ao nome de seus filhos. Assim, Brasílio Itiberê da cunha, foi um parnanguara dos mais ilustres, diplomata do Império, foi embaixador do Brasil, em vários países, inclusive na Áustria.

Na mesma casa, nasceu outro notável parnanguara, irmão de Brasílio, não menos querido em sua terá, que passou à posterioridade como Monsenhor Celso Itiberê da Cunha, piedoso sacerdote, amigo dos pobres e da cidade. Brasílio nasceu em 1846, e Celso, em 1848, o Solar dos “Itiberê” da Cunha foi preservado para a posterioridade. Os monumentos estavam em ruínas e delas somente restavam paredes externas quando foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artísticdo Paraná em 1972. No prédio hoje funciona a Casa da Cultura “Monsenhor Celso”, e o sobrado abriga a Casa da Música “Brasílio Itiberê”. Localiza-se no Largo Monsenhor Celso, 23 - Centro Histórico.
Tel. (41) 3420-2937


Casa Eufrida Lobo
Trata-se de imponente vivenda construída pelo comerciante Antônio Lobo em 1930. Serviu de residência a uma das mais tradicionais famílias parnanguaras, nos mostra a majestosa arquitetura de sua época através de sua fachada, suas portas-janelas em arcos, seus balcões ornados com belos gradis de ferro fundido. Em estilo eclético, nela viveu com seus filhos a professora Elfrida Lobo, a conhecida “Dona Elfridinha”, que se destacou ensinando francês no colégio “José Bonifácio” a muitas gerações de parnanguaras.

Foi uma das damas mais tradicionais e ativas da cidade, daí ter marcado sua memória, pelos seus dotes de cultura e refinamento. Mãe e educadora exemplar, deixou um exemplo nobre de edificação e nobreza de caráter. A casa em que viveu acabou por encorporar o seu nome, sempre lembrado. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1999. Localiza-se no cruzamento da rua Dr. Leocádio com a rua Fernando Simas no Centro Histórico.


Clube Literário
O Clube Literário de Paranaguá foi fundado em 09 de agosto de 1872, por Francisco José Machado da Silva, por uma constelação dos mais notáveis intelectuais da cidade e por sua elite social, a qual cultivava as artes e as tradições. O clube teve várias sedes, até chegar a atual 1930, onde instalou-se após ter sido devastado por incêndio e, graças aos esforços desmedidos de seus sócios recuperou-se e aí está até hoje. Suas tertúlias literárias e musicais foram muito concorridas ao tempo da Província e seus bailes eram os mais luxuosos e concorridos da aristocracia local. Sociedade mais antiga do Paraná, foi constituído por 33 famílias de destaque da cidade. Além das atividades sociais, se responsabiliza pela divulgação da cultura na cidade. Por seus salões passaram personalidades importantes do império como D. Pedro II e Princesa Isabel. Localiza-se na Rua Faria Sobrinho, 474.
Tel. (41) 3422-5635


Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha
Quando Caetano Munhoz da Rocha foi Presidente do Estado (1920-1928) realizou diversas obras públicas no Paraná, entre elas, a construção da Escola Normal de Paranaguá. A inauguração ocorreu em 29 de julho de 1927. Para a época foi considerado um suntuoso edifício com suas vinte e quatro salas de aula e demais dependências. Em 1967 passa à denominação de Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha.

A bela edificação conserva em seu interior um altar em estilo barroco, que pertenceu ao Dr. Caetano, quanto este morava em Paranaguá. É a mais tradicional instituição de ensino público da cidade e do Estado do Paraná, que aqui cursavam o primário e o ginásio e onde pontificaram mestres de primeira grandeza. É um monumento da cultura local. O monumento foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1991. Localiza-se na Rua João Eugênio, 894.
Tel. (41) 3423-1916


Fonte Velha(Fontinha)
Também chamada de “Fontinha” e “Fonte de Cima”, sua construção remonta ao século XVII e é a mais antiga construção em alvenaria militar do município. Olho d’água natural e potável, que os índios Carijós chamavam de Camboa, e que significava lugar de água boa. Foi o primeiro reservatório de água do litoral, servindo à vila e depois ao povoado de Paranaguá por mais de 200 anos. De características nitidamente coloniais, foi construída com pedras que serviram de lastro aos navios negreiros originalmente.

Abastecia os navios veleiros com “aguada”, que aportavam no Taguaré (primitivo nome no Rio Itiberê) como última etapa antes de cruzarem o oceano. Conta uma antiga lenda, que os índios no começo do povoado envenenaram a água para hostilizar e afastar os colonizadores, mas, que Nossa Senhora do Rosário teria salvado os colonizadores da morte, o que fez com que os índios liberassem a Fonte. No fundo escuro e misterioso do subsolo, há uma caixa que se alonga em galeria, atravessando a cidade no sentido leste-oeste, até a localidade Porto dos Padres.

Dizem que semelhante saída servia de refúgio dos Jesuíta, quando da perseguição provocada pela Lei Pombalina, que baniu a Ordem do Brasil. A fonte foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1964. Localiza-se na Praça Pires Padrinho - Centro Histórico.


Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá
Antigo Colégio dos Jesuítas, sua construção durou cerca de 60 anos. A ocupação definitiva do prédio ocorreu em 1754 e a fundação oficial do Colégio foi em 1755. Foi a mais importante e maior Instituição de ensino construída pelos Jesuítas que aqui atuaram, até serem expulsos do reino pelo Marquês de Pombal. Destinava-se ao ensino das primeiras letras aos filhos da aristocracia do sul. Hoje, abriga o Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá – UFPR, inaugurado em 1962, possui um rico acervo cultural, importante referência turística e acadêmica. São mais de vinte e cinco mil peças, Coleções de arqueologia pré-histórica, cultural popular e etnologia indígena, além de documentação visual, sonora e escrita. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938 e como patrimônio do Estado em 1972. Maiores informações no site:
www.proec.ufpr.br
. Localiza-se na Rua XV de Novembro, 575 no Centro Histórico.
Tel. (41) 3721-1200.


Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá
Fundado em 1931, foi edificado no local destinado a ser a Capela-Mor do Colégio dos Jesuítas. Tem em seu acervo documentos e peças do século XVII e XVIII. Desta coleção, destacam-se os manuscritos originais de Vieira dos Santos tombados pelo Patrimônio Estadual e assinaturas do Imperador D. Pedro II, Princesa Isabel e Conde D’Eu, a imagem de Nossa Senhora das Vitórias e o canhão do corsário francês que naufragou na ponta da ilha da Cotinga, em 1718, cuja descoberta foi em 1963 por membros da Sociedade Geográfica Brasileira.

Orgulho da cidade, com acervo notável, destacaram-se como seus presidentes o Dr. Aníbal Ribeiro Filho, devotado médico, o Dr. Joaquim Tramujas, médico e político, e o Dr. Hugo Pereira Corrêa, advogado e professor. O prédio abrigou também o primeiro Posto de Vacinação do Distrito Sanitário de Paranaguá. Localiza-se na Rua XV de Novembro, 621 no Centro Histórico.
Tel. (41) 3423-2892.
Horário de visitação: terça-feira à sexta-feira das 9h às 18h, sábado e domingo das 10h às 15h.


Mercado Municipal do Café
Iniciou-se a construção no governo de Afonso Camargo e concluído no governo Caetano Munhoz da Rocha. Um misto de art-nouveau com classicismo, todo em ferro fundido trabalhado em arco e rendilhados. Contemporâneo do Mercado do Artesanato (antigo mercado de peixes), abriga hoje um centro gastronômico de frutos do mar e comida típica do litoral. Acredita-se que tenha sido edificado no largo onde outrora fora o logradouro em que estava instalado o pelourinho, símbolo do poder Real na cidade desde a sua fundação em 29 de julho de 1648. Localiza-se na Rua General Carneiro ou Rua da Praia – Centro Histórico.
Horário de atendimento: segunda-feira a sábado das 9h às 18h e domingo das 9h às 12h


Mercado do Artesanato
Construção em estilo neo-renascentista, era o antigo mercado de peixes da cidade e servia à comunidade dos pescadores que ali vinham comercializar os seus pescados. Funcionava sempre de madrugada e ao anoitecer. Foi recuperado para servir como ponto de venda do artesanato típico da região. Localiza-se na Rua General Carneiro ou Rua da Praia – Centro Histórico.
Tel. (41) 3423-2155
Horário de atendimento: segunda-feira a sábado das 9h às 18h e domingo das 9h às 12h


Mercado Municipal Brasílio Abud
Foi construído em 1982 e seu nome homenageia um antigo prefeito de Paranaguá. Ocupa uma área de 2150 m2, possuindo boxes para venda pescados, produtos hortifrutigranjeiros, além de salas para administração. Em sua entrada possui um painel do pintor Emir Roth e está localizado na Rua da Praia.
Tel. (41) 3420-2924
Horário de atendimento: segunda-feira a sábado das 7h às 18h e domingo das 7h às 12h


Estação Ferroviária
Trata-se da 2ª edificação construída para atender a demanda de passageiros que chegavam a vapor com destino ao planalto e a primeira Estação Urbana da Estrada de Ferro "PARANAGUÁ ‑ CURITIBA". Marco inicial de uma das maiores obras de engenharia ferroviária do mundo, a ferrovia Paranaguá-Curitiba. Iniciada em 1880, quando foi lançada sua pedra fundamental pelo Imperador D. Pedro II e sua comitiva imperial. O edifício notadamente eclético com características neo-clássicas, possui uma arquitetura muito significativo que garantiu a sua inserção como reconhecido bem histórico do Paraná. O monumento foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1990. Localiza-se na Avenida Arthur de Abreu no Centro Histórico.
Tel. (41) 3422-8817


Estrada de Ferro Paranaguá - Curitiba
A ferrovia Paranaguá – Curitiba que liga o litoral o planalto é uma verdadeira obra de engenharia que vence os contrafortes da Serra do Mar. Construída no período de 1880-1885 com o objetivo de estreitar a relação entre as cidades do litoral paranaense e a capital do estado, com vista ao desenvolvimento social do litoral. Além disso, era imprescindível ligar o Porto de Paranaguá aos estados do Sul do Brasil, para que se desse vazão à produção de grãos dos estados e, dessa forma, garantir apoio ao desenvolvimento econômico da região.

Foi inaugurada pela Princesa Isabel e sua comitiva de ministros e políticos do Império, que compareceram à inauguração. Numa extensão de 110km, possui 14 túneis escavados na rocha, 41 pontes e viadutos de estrutura metálica. Magnífico panorama dos contrafortes da Serra do Mar com paisagens como o "Véu de Noiva", o Santuário de Nossa Senhora do Cadeado, aliado à técnica do arrojado traçado da estrada continuam sendo uma atração emocionante, mesmo depois de um século.

O Trajeto da Ferrovia serpenteia por abismos e penhascos inimagináveis no contorno da Serra do Mar, até atingir o planalto curitibano. Foi concluída pelo engenheiro Brasileiro Teixeira Soares depois que o seu construtor Giusepe Ferrucci, desistiu no Km 45, por julgar a obra impossível de ser concluída. Teixeira Soares tinha 33 anos quando conclui a ferrovia. Foi a primeira obra com essas características a ser construída no mundo.
Tel. (41) 3422-8817


Porto D. Pedro II
Já era porto desde remotas eras, e sucessivamente foi trocando de nome: "Porto do Gato" (diz-se que em homenagem ao Bandeirante Borba Gato), "Porto D’água", "Porto D. Pedro II", "Porto da República" e de novo "Porto D. Pedro II". Todavia, o porto mais antigo, ficava no rio Itiberê, e era conhecido como Porto de N. Sra. do Rosário. Somente quando chegaram os grandes veleiros é que o porto se deslocou para o Porto D’água, lá por volta de 1800. Inaugurado em 1935, hoje pode ser considerado o segundo maior porto do país e o maior porto graneleiro da América Latina, sendo um grande terminal exportador de cereais, atuando principalmente na exportação de grãos e sendo também utilizado pelo Paraguai para transporte de sua carga, conforme um tratado com o Brasil. A visitação está temporariamente suspensa. Tel. (41) 3420-1134


Praça da Fé
Inaugurada em 1999, era um antigo aterro do bairro do Rocio, urbanizado e transformado em um espaço religioso para realização de Missa Campal em devoção a Nossa Senhora do Rocio, no seu dia - 15 de novembro.

Recebe milhares de fiéis vindos de todos os cantos do país, agradecer as graças recebidas. O Marco simbolizado pela pedra em destaque na Praça da Fé reporta ao local da primeira capela onde a Imagem foi encontrada e apresentada ao povo, colocada em tosco oratório onde passaram a se reunir para rezar na primeira quinzena de novembro honrando o mês em que foi recolhida.


Praça de Eventos 29 de Julho
Ao longo dos anos 70 e 80, foi implantado um aterro que descaracterizava irremediavelmente a relação histórica do Casario com rio Itiberê. Localizado na área mais importante do setor histórico de Paranaguá, o projeto de urbanização deste aterro considerou o importante papel desse local na História da cidade. Valorizando as perspectivas do Casario e seu entorno se desenvolve a Praça de Eventos 29 de Julho, sem obstáculos visuais, tendo como ponto focal o Colégio dos Jesuíta . Ao longo do rio, um amplo passeio se estende entre espaços intermediários constituídos por jardins e mobiliário urbano além de estarem estratégicamente posicionados monumentos como: O chafariz de ferro fundido, que marcou a instalação de água em Paranaguá no início do século; o obelisco, comemorativo a elevação de Paranaguá a categoria de cidade e o antigo bebedouro de animais em ferro fundido. Completando esta explanada, contamos ainda com o Centro Gastronômico, espaço ideal para alimentação e lazer e com o Palco Tutóia. A Praça de Eventos 29 de Julho foi inaugurada no dia 29 de Julho de 1998, nos 350 anos de Paranaguá.


Praça Rosa Andrade
Neste local, deste o início do século XIX nas noites de luar, os casais de namorados aqui vinham para contemplar a placidez do Rio Itiberê. Foi, por muito tempo, reduto romântico da cidade. Mais tarde, aqui nas margens do Rio Itiberê, instalou-se um guincho mecânico, transformando-se em embarcadouro para cargas de barcos oriundos das ilhas, o que tornou o local conhecido como ‘’Pracinha do Guincho’’. Neste trecho do Itiberê, por muitos anos foi celebrada a Semana da Pátria com provas de natação e ragatas de equipes de remo do Clube Natação e Regatas Comandante Santa Rita. Este espaço da cidade era o largo Cel. Glicério até ficar definitivamente marcado como ‘’Praça do Guincho’’. Neste local, em 1999, foi inaugurada a Praça Rosa Andrade que Abriga o Centro Gastronômico da Juventude. Localiza-se no setor histórico da cidade, é valorizada pelos casarios e monumentos da Rua da praia, que contam a história de Paranaguá.


Centro Gastronômico Ferradura
Integra o conjunto arquitetônico do qual faz parte a Praça de Eventos 29 de julho, o Palco Tutoia e o velho casario. O Centro Gastronômico Ferradura oferece várias opções da culinária local, música ao vivo em um local agradável.


Rua da Praia
Local onde se encontra a maior concentração de sobrados coloniais. Estes seculares casarios da Rua General Carneiro mostram as linhas e formas de colonização portuguesa. Localiza-se em paralelo com a margem esquerda do rio Itiberê. Merece destaque a Praça Newton D. de Souza com seu bonito mural sacro de São Francisco das Chagas, do artista parnanguara Emir Roth.

FUMTUR - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE TURISMO - PARANAGUÁ
Fones: (41) 3420-2940 - Fax: (41) 3420-2823 - E-mail: fumtur@fumtur.com.br